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Dia da criança. É tempo de desconfinar o medo!

Hoje festeja-se o Dia da Criança. É tempo de voltar a ouvir as gargalhadas e de ver os sorrisos estampados nos olhos das crianças!

Foi importante fechar creches, jardins de infância e escolas, para proteção da população, numa altura em que se pensava que as crianças seriam os grandes transmissores da infeção pelo novo coronavirus SARS-CoV-2. Mas hoje é tempo de perder os receios e deixar que as crianças encontrem, sem preocupações desmesuradas, a sua normalidade, os seus colegas e os seus amigos.  
 
Olhemos os factos: até hoje foram reportadas cerca de 1700 infeções no nosso país em crianças e adolescentes, mas só uma minoria destas precisou de internamento e três necessitaram de admissão em unidade de cuidados intensivos. Estes dados são coincidentes com o descrito no resto do mundo e atestam a relativa benignidade da COVID-19 em idade pediátrica, comparativamente a muitas outras doenças infeciosas da criança. É previsível que continuem a surgir novos casos, mas improvável que a gravidade se altere, por isso temos de aprender a viver com estes factos e combater os nossos medos.
 
As crianças estão confinadas há demasiado tempo, com repercussões óbvias para o seu neurodesenvolvimento e saúde mental. Agradecemos aos muitos pais, cuidadores e professores que se multiplicaram nas suas tarefas, profissionais e familiares, e que se reinventaram para encontrar novas e velhas formas de aprendizagem e entretenimento. Mas não podemos esquecer a realidade; nem todos sabem ou são capazes de o fazer, e existem crianças em risco. 
 
Não podemos ignorar que viver é preciso, mas brincar é fundamental! Brincar tem muitas formas e finalidades, mas passa seguramente pelo convívio despreocupado e alegre com outras crianças, pelo explorar do meio exterior, por enfrentar novos desafios, pelo correr sem destino, sem regras nem obrigações, por risos e por choros. Quem não se recorda da sua infância? 
 
É tempo de as crianças reencontrarem a normalidade, com alguns cuidados, é certo. Lavar bem e frequentemente as mãos é um gesto simples de ensinar e fácil de aplicar, que poderá ajudar a prevenir a disseminação da COVID-19 mas também de muitas outras infeções. Já o uso incorreto de máscara por crianças pequenas pode ser perigoso e não é recomendado. O distanciamento físico entre crianças pequenas nas suas brincadeiras, esse é impossível de implementar e será apenas fonte de ansiedade. Deixem as crianças sair de casa e brincar! Um dos verdadeiros riscos da COVID-19 na criança é a perda da infância.